sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Depois



Quem sabe o tempo que passa
numa noite
enquanto o pasto cresce?

Desfeita a construção
o mar
aos poucos cobre os campos
onde a guerra
traçou em sangue o solo da vigília.

No fim do dia
a têmpera das horas cobre a tela
e tudo é memória.


8 comentários:

Assis Freitas disse...

esse Depois é temperado de verdades,



beijo

Leonardo B. disse...

[o antes, o depois

as sobras da madrugada!]

um imenso abraço, Amiga Dade

Leonardo B.

mfc disse...

O tempo tudo controla... indiferente e implacavelmente!

Anônimo disse...

Impossível fugir de depois.

Beijos do Ivan.

césar disse...

O tempo visto por seu lado indiferente, o que acontece a nossa revelia. Belo poema que trata da crueldade que o tempo envolve.

MIRZE disse...

MAGNÍFICO, DADE!


Tudo acaba em memória mesmo. Se não nossa, a dos outros e a do tempo.

Beijos

Mirze

Ivan disse...

Gosto de verdade desse estilo que você emprega em seus poemas, Dade.

Beijos do Ivan.

Daniela Delias disse...

Dade, o poema é lindo...e a imagem me tocou muito também!
Um beijão,
Dani