sexta-feira, junho 15, 2012

Casa




O que era tão belo
despertou em nós uma cobiça
benigna
como teria que ser
já que éramos felizes.
Passávamos pela casa
tantas varandas
vasto quintal
piscina
e um jardim que apenas realçava
a construção mais bonita dessa rua
talvez de muitas outras.

Hoje passei por ela
bem conservada
acho que ainda mais bela.
E se você não tivesse tão cedo
deixado este mundo
com certeza estaríamos morando nela.
Ou quem sabe
você se instalou
invisível
naquela casa
que cobiçamos juntos
há tantos anos.


7 comentários:

Mirze Souza disse...

Um tema difícil, num poema belíssimo!

Parabéns, poeta! A cada leitura, mais te admiro.

Beijos

Mirze

Lara Amaral disse...

A casa que mais cobiçamos às vezes parece se afastar, como alguns se afastam de nós com o tempo que os leva.

Beijo, Dade.

Assis Freitas disse...

vc me lembrou A casa tomada de Cortázar,



beijo

Jorge Pimenta disse...

nenhuma metáfora se faz menos retórica porque mais verdade do que a da casa. quanto de nós nela cabe (e não cabe?)

beijinho, dade!

mfc disse...

Um poema de uma nostalgia linda e tocante...
Beijos,

Ivan disse...

Bonito de doer, Dade.

Beijos do Ivan.

AnaC disse...

Há casas que cobiçamos, e nos parecem o ideal para nós.

Beijo.