sexta-feira, junho 22, 2012

O chão de volta


A fuga não me serve
seu limiar de espera
é incapaz de aurora
limítrofe do pântano.
O céu é um ponto cego
que caminha
ao lado de meus dias
e me fugia
e me roubava o chão da caminhada.
Refiz os sonhos
cortados pelo meio
eles voltaram
e o que já fui
voltei a ser
inteira.

11 comentários:

Mirze Albuquerque disse...

"Refiz os sonhos
cortados pelo meio
eles voltaram
e o que já fui
voltei a ser
inteira."

MARAVILHOSO, Dade!

Beijos

Mirze

Ivan disse...

Melhor dizendo, nunca deixou de ser quem é, foi e será. Gostei da declaração!
Beijos do Ivan.

Adriana Aleixo disse...

Querida,

Só o título já valeu todo o poema. Quantos de nós não precisam desse caminho tão resgatador? Tão inerente?

É o encontro! Sempre inevitável e revelador.

Sua grande admiradora, bjo!

Fred Caju disse...

Esse final que a Mirze destacou é demais mesmo!

Assis Freitas disse...

o chão serve de contágio para elevação,



beijo

Lara Amaral disse...

Há de se ter muita coragem para percorrer de volta a estrada dos sonhos.

Beijo, querida Dade!

mfc disse...

Um renascer lindo que me entusiasma sempre!

Jorge Pimenta disse...

de começos e recomeços sabe o sonho mais até do que os pés, o caminho e a toda a peregrinação. que ninguém ouse lê-los e ainda menos entendê-los.

beijo, dade!

Leonardo B. disse...

[delicado refazer,

ao corpo do dia
a flor da pele.]

um imenso abraço, Amiga Dade

Lb

Luiza Maciel Nogueira disse...

bom ser inteira e não aquela metade da laranja :)

beijos

Cris de Souza disse...

Pisar firme pode ser o primeiro passo para a leveza.

Beijo, Dade!