Olhares que se entregam
padecem o anonimato aceso
de uma febre
nome tecido a fogo e pensamento.
O chão baldio onde as palavras caem
inverte as estações semeadas pelo vento.
Olhares que suplicam
suportam a pele em pétalas se abrindo.
Hoje o poema-amigo é do baiano Assis Freitas:
Hoje o poema-amigo é do baiano Assis Freitas:
Canção de entreter girassóis
Deste mundo que não me tenho
Porque não me pertencem as auroras
Queria te oferecer umas prendas doces
Um pequeno travesseiro de assombros
Para que repousasses
No desassossego da palavra
E quando acordasses tardezinha
No sol alto de uma manhã infinda
Te fizessem festa nos olhos cansados
Meu espanto de menino e esta rubra cantata
Porque não me pertencem as auroras
Queria te oferecer umas prendas doces
Um pequeno travesseiro de assombros
Para que repousasses
No desassossego da palavra
E quando acordasses tardezinha
No sol alto de uma manhã infinda
Te fizessem festa nos olhos cansados
Meu espanto de menino e esta rubra cantata





