quarta-feira, maio 19, 2010

Perdas


Ontem esqueci num táxi
um caderno de endereços
desuniforme
:
muitos clichês
– lojas dentistas serviços coisas úteis
sempre recuperáveis
e outros que nem fazem falta.

Os endereços que têm um rosto
moram muito distante do lugar-comum
e agora talvez
estejam de mudança para o silêncio.

7 comentários:

Amélia disse...

Muito bom, amiga.Acho que qq.dia vai para o meu blogue...

Assis Freitas disse...

o verso final, ah o verso final. abraço

Lara Amaral disse...

Ah, sem palavras... vc sempre faz isso comigo. Melhor assim, só ler, ouvir quem sabe melhor escrever, falar.

Beijo doce.

Carla disse...

coisas que pertencem ao mundo, a outros espaços, ao silêncio...

Anônimo disse...

Ai, os endereços que têm rosto não podem se perder...
ksss
AnaG

José Carlos Brandão disse...

"agora talvez
estejam de mudança para o silêncio"

bastam esses dois versos.

beijos.

« Katyuscia Carvalho » disse...

Dade, que poema!
Fiquei assim, plena de saudades...
.
.
.
Beijos.