segunda-feira, março 07, 2011

Conversão


Debaixo de tuas asas me suprimo
zerada e insensata.
Não tramo nem comungo
sou teu fungo
sem sombra nem medula.
Já não preciso da língua
se falo e calo pela tua boca.
Sugo pelos cabelos os teus sonhos
e te alimento com a minha fome.

3 comentários:

Lara Amaral disse...

Dois seres num só, quantas vidas?

Beijo, querida.

Mirze Souza disse...

Dade!

Uma verdadeira conversão!

Maravilha de poema!!!!

Beijos e Feliz Dia Internacional da Mulher!

Mirze

Assis Freitas disse...

a fome tem a dádiva do voraz e consome,

beijo