quarta-feira, março 09, 2011

Último gole do vinho de segunda














Foto Helena Monteiro. Lago Dol, Bretanha.


Escolhe sem pensar
e erra o endereço.

A solidão
é uma pele
colada à outra.

A aranha
degusta pensamentos
enquanto devora
o inseto.

As ruas
agora são
galáxias obscuras.

O tempo triturado
é pássaro perdido.

9 comentários:

Assis Freitas disse...

o vinho de segunda é de casta primeira,


beijo

Luiza Maciel Nogueira disse...

essa sombra do poema tem um escuro que anuncia uma pequena luz a chegar

beijo

Marcantonio disse...

Nossa! Esse é excepcional, Dade.

"As ruas são galáxias obscuras", eis o nosso universo!

Beijo.

Graça Pires disse...

"O tempo triturado
é pássaro perdido"
Muito belo.
Um beijo.

Mirze Souza disse...

Gostei da aranha, Dade!

Todo poema é tecido numa safra especial!

Beijos

Mirze

Formas do Dizer disse...

Lindas e bem escolhidas palavras!

Lalo Arias disse...

Acho que era esse o poema que tentei escrever ontem na madrugada e não consegui.
Um beijo, Dade.

Daniela Delias disse...

Ontem passei demoradamente por aqui, tentando matar a saudade dos teus versos! Tudo segue lindo, como sempre! Bjinhos

Nilson disse...

Como não errar o endereço? Poema vigoroso, Dade!