quarta-feira, setembro 14, 2011

Exílios


Segue no exílio do tempo
a ventania
sons de oboé
canto sem luzes
que não nos deixa ver
o fim do filme.
E enquanto o vento insinua
esse final
que não conhecerei
desaparece da vista
alguém
no silêncio imensurável
da distância.

8 comentários:

Enylton disse...

Posso ver o filme claramente...
Um beijo, Dade

Suzana Martins disse...

vejo no meu silêncio o filme de suas palavras...

beijos

Sandrio cândido. disse...

Somos exilados em um tempo e espaço que pouco-a-pouco nos consome
abraços

Daniela Delias disse...

Quantas imagens lindas em um só poema: sons de oboé, o final de um filme...tudo tão sentido, tão bonito!
Bjos, Dade!

Assis Freitas disse...

e esse silencio tão atemporal,


beijo

Anônimo disse...

Exílio talvez mais difícil do que o afastamento da própria terra, esse silêncio imensurável da distância.
Beijos do JL

MIRZE disse...

Um exílio fascinante, se é que existe isso.

"E enquanto o vento insinua esse final que não conhecerei desaparece da vista alguém no silêncio imensurável da distância."

Vivemos cercados de exílios!

Beijos

Mirze

Luana disse...

A distância é o tipo de silêncio que não tem solução e é bem triste.
Muitos beijinhos.