segunda-feira, novembro 07, 2011

Calendários



Um novo mês antigo
nos assola
e veta outras palavras
como quem pede dos homens
a sanidade do mês.
Os dias cobram passagem
tocam no ombro
em exigência
para o mês que adentrou o calendário.

Lembro de um homem
sempre em desacordo
deslocado
dentro de um mês futuro
ou do passado.
Ele falava novembros em agosto
e nunca atentou para os dias
senão para os estágios de manhãs
tardes e noites.

Contemplava o sol
raso nascente ou maduro
sabia as poses da lua
e assim era feliz.
Falava como quem sonha
redimido
mesmo perdido
da abstração dos meses.


5 comentários:

Enylton disse...

Liberdade a mais, o tempo nos escraviza.

Beijos.

MIRZE disse...

Deve ser sta a receita da felicidade.

A abstração no ponto certo;

LINDO DEMAIS!

Beijos, amiga querida!

Mirze

césar disse...

Bela utopia, Dade.

Bj.

Gislãne Gonçalves disse...

Olá,

Adorei teu espaço, por isso sigo-te
Convido-a para visitar meu blog

beijos

Assis Freitas disse...

abstração ou não, o tempo nos consome



beijo