quarta-feira, novembro 30, 2011

Palavra



Palavra solitária
vaga sem rumo
– será grafismo?
mero fonema
alucinatório?

Existem bocas
rimas e credos
em que se guarda
mas não responde
quando indagada.

Palavras de quem sabe
de mãos dadas
explicitam interpretam
também sabem mentir
sempre instruídas.

Palavra solitária
como gente
nega o mundo
é para si
o enigma que sonha.

9 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

poema dos mais belos que já li Dade e é uma fichona que caiu pelo jeito, resume tanto em tão pouco. Adorei

Beijo

Elisa Cunha disse...

Bem, como diria o Carlos: "Penetra surdamente no reino das palavras"

Beijo.

Ivan disse...

São tantos os riscos das palavras...

Bjss

Bípede Falante disse...

E algumas ficam ainda mais se colocadas em milhões.
Que bonito poema de valorização e reconhecimento do que cada palavra guarda.
beijos :)

Enylton disse...

Belíssimo poema esse, em que as palavras se distinguem da palavra solitária de um modo tão humano.

Beijos nossos.

Jorge Pimenta disse...

porque as palavras me batem na boca, pontuando-me os silêncios...
beijinho!

teca disse...

Hoje eu li que "a poesia é o silêncio engravidando sílabas" e confirmei lendo seus versos!!!
Que maravilha!!!

Um beijo carinhoso.

Assis Freitas disse...

a palavra, a pá lavra
o verbo, o verso
antítese, reverso




beijo

David C. disse...

Existen tantas palabras, lo importante es como usarlas para bien.