segunda-feira, outubro 08, 2012

Eles



 

 
Ele falava às vezes como quem desembarca de estrelas trituradas
farpas que ela seguia pisando pelas curvas do dia
falas rascantes capazes de quebrar o sono
como cristal estilhaçado por uma voz de soprano.

Ele falava às vezes como quem grita de feridas
que ela não via mas ardiam sem cura
em seu rosto pós pranto.

8 comentários:

césar disse...

As feridas que não se vêem são muitas vezes mais dolorosas.

Bjs

Assis Freitas disse...

um pó cósmico na face,


beijo

Ivan disse...

Doloroso e belo, Dade.

Beijos do Ivan

Bípede Falante disse...

falar pelas feridas é falar pela verdade...

beijoss

Fred Caju disse...

Gostei mais do segundo "Ele".

AnaC disse...

Bem bonito, Dade!

Bjs

Adri Aleixo disse...

Doído, forte e verdadeiro!

Beijo!

Daniela Delias disse...

Quanta poesia entre e neles...

Bjo, bjo