sábado, junho 30, 2007

Poema sem voz


Foto Helen Levitt.

Nenhum poema canta o desatino
nenhuma voz, ainda que clandestina,
pôde falar da pele que acendemos.
Nenhuma loa se eleva transgredida
a essa paixão calada e desmedida
que se esfacela ao vento nas calçadas.
O que dói mais é o que não mais existe
e esse pranto amargo que persiste
anônimo nos olhos sempre secos.

Um comentário:

Mel disse...

Mas até a dor passa.
Uma linda semana!
Beijo.