quinta-feira, maio 31, 2007

Notícia


Edvard Munch. Mãe morta.

Vou aos pedaços
no limiar da fuga
para onde continuo sem saber.

Aprendo agora o que teus olhos dizem
a contemplar o que não posso ver.
Teus olhos se perderam noutro tempo.

Mãe
a morte te transcende e me transcende
mas não te apaga.
A morte é o fim de todos os presságios
uma armadilha
a morte é uma aranha em sua teia.

Mãe
a morte vigilante aos poucos enredou
a tua irmã que mais amou a vida.

2 comentários:

Mel disse...

Adelaide, que as pessoas queridas nunca sumam das nossas lembranças e que possamos homenageá-las sempre com lindos versos, como estes!
Um bom fim de semana! Beijo

Amélia disse...

Por um fortuito acaso, hoje estou particularmente sensível à evocação de minha Mãe - faria hoje 81 anos - dobrou«a a curva da estrada» há 26.
Gostei do poema, amiga.Quem me dera tê-lo escrito!