segunda-feira, maio 21, 2007

Ouro Preto




Uma demência rasa
sorrateira
frutificando em cada vão de porta
cortou bem rente todas as certezas
e do passado restaram
balcões e alguns fantasmas.

Em cada rua relógios
sem ponteiros
pássaro tonto de tempo nos telhados
e o calendário esparso nas calçadas
procissões
vozes de amores findos
subindo dos bueiros.

2 comentários:

Mel disse...

Um dia viajarei pelo Brasil, pelo mundo e poderei viajar em poesias!

Mel disse...

Adelaide, tenho trabalho para vc lá no casuale...
Beijo!

http://blogcasuale.blogspot.com/2007/05/telepatia-cad.html