quarta-feira, abril 13, 2011

Dormir, sonhar


H. Matisse.

O corpo adormecido
deixa tudo que pulsa
entregue ao tempo.
O sonho
assola a carne
de um presente truncado.

Dormir é
sombra de bosque.
Sonhar
ralo gorgolejando
imagem de fibra ótica
ou tantas vezes
uma amostra do caos.

11 comentários:

Úrsula Avner disse...

Oi Dade, profundo e belo ! Bj com carinho.

Leonardo B. disse...

[acontece o silêncio, antes de acordar o mundo, o todo o lugar]

um imenso abraço, Amiga Dade

Leonardo B.

Zélia Guardiano disse...

Lindo,lindo, Dade!
Como sempre, as palavras mais acertadas para mexer com meu sentimento...
Bravo, querida!
Abraço saudoso.

Assis Freitas disse...

a carne de um presente logo pretérito,



beijo

Suzana Martins disse...

O corpo adormecido projeta sonhos com uma alma realista!!!

Beijos

Beta disse...

Dade, belo poema.

O título me lembrou aquele trecho de Hamlet: "Dormir... Talvez sonhar".

Seu poema é sombra de bosque, sonha em nós os seus versos.

Bjo,

Anônimo disse...

Dormir
é sombra de bosque.
Para mim, esses versos seriam o bastante.

Beijo
Ivan.

Sônia Brandão disse...

Dormir é quase morrer.

Beleza de poema, Dade.
bjs

Geraldo de Barros disse...

Dade, como eu gostei. muito bom!

:)

Wilden Barreiro disse...

o caos vem da sombra,
a sombra, da luz,
que nao revela o caos
nem à sua própria sombra

o caos é o nosso medo da luz
e a sombra dos nossos desejos

Ilaine disse...

Que tão belo, Dade. Também destaco estas palavras do poema: Dormir é sombra no bosque. Encantador, poetisa. Beijo