sexta-feira, abril 08, 2011

Poema amigo – Assis Freitas

460 - canção de mesa, sala e corredor

tudo desistiu de funcionar
até os anjos pediram licença
parece que só eu fiquei preso
no visgo de tanta melancolia
- eu sou aquele que disse -
com o inferno nos olhos e
a caricatura de todas romãs
fruta que determina auroras
pois brilha infinda tua mão
e há teu regaço que aquece
meus olhos, meus silêncios
minhas oblíquas incoerências

5 comentários:

Suzana Martins disse...

Meus olhos inebriados de suas incoerências...

Beijos

Assis Freitas disse...

quis o destino das tuas mãos escolher este poema para que eu relesse com olhos outros,

beijo e obrigado

Raíz disse...

Dade!

Esse Assis é demais! Sai da medida, de um ângulo ao outro, parece piloto de fórmula 1.

Bárbaro!

Beijos

Mirze

nydia bonetti disse...

E o que parecia fora de lugar, brilha e faz brilhar... Lindo, Assis. bjos.

hfm disse...

Belas "oblíquas incoerências"!