quarta-feira, junho 15, 2011

Vigília

Duy Huynh. Dreaming under the moth moon.
 

São muitas incertezas.

O barco singra a noite
na certa rumo a um naufrágio
como tantos
por onde o coração
quase lhe escapa.

O tempo é uma dúvida
que o próprio tempo esclarece.
Não é justo adormecer
sem tê-lo ouvido primeiro
e ele nunca responde a uma pergunta
antes da hora programada
que ninguém conhece.

Não há que confundir o tempo e os relógios
e não existem respostas imanentes.

Ele tem na cabeça
pedras
que pareciam vir no vento
mas sabe
o inesperado que esvoaça pelo céu
vai rasgar as asas que o impeçam.

A paz
sempre ilusória
refletida num espelho
imaginário.

8 comentários:

Nilson Barcelli disse...

"O tempo é uma dúvidaque o próprio tempo esclarece."
"Não há que confundir o tempo e os relógios".
Excelente poema, gostei muito.
Beijos.

Lalo Arias disse...

Esse poema é pra ler de joelhos, Dade.
Um beijo.

Sandrio cândido. disse...

"Não há que confundir o tempo e os relógios
e não existem respostas imanentes."

Tua poesia tem um ritmo que cala profundo, apesar de não concordar com algumas coisas, gostei do tom e da forma como escreves.
beijos querida

Úrsula Avner disse...

Oi Dade, belos e ricos vrsos em imagens poéticas... Uma preciosidade. Bj.

Suzana Martins disse...

O tempo é essa dúvida que divide horários e histórias dentro de mim...

Saudades das tuas palavras!!

Beijos

AnaC disse...

Demais, Dade.

Beijos.

Lara Amaral disse...

O tempo não é mesmo esse do relógio, é esse que acontece quando a gente se esquece de contabilizá-lo.

Sensacional, Dade, belíssimo!

Beijo.

MIRZE disse...

Coisa linda, Dade!

A vigília é sempre precisa, quando se fala de tempo e paz!

Beijos

Mirze