quarta-feira, março 28, 2012

Adverso*


Azuis destilados
do céu agora escuro
sem fronteiras
desgarrado
em frotas liberadas.
Toda largueza foge
rotas a elucidar
desencontradas
da esperança cravada
no azul sem luzes
e os vagalumes
voltaram a se apagar.

Antes da praia
ouvia o mar escondido pelas pedras
grito de não chegar
luzes feridas de tempo
vida proibida
caminhos de desfazer
todos os passos.

* Depois de ler Murilo Mendes.

9 comentários:

Mirze Souza disse...

Meu Deus!

Quanta beleza encontrei nesse poema.

"grito recôndito de não chegar luzes feridas de tempo vida proibida caminhos de desfazer todos os passos."~


Belíssimo!

Beijos

Mirze

Assis Freitas disse...

há de vir o verso, advir

beijo

mfc disse...

Amanhã tudo voltará ao normal...!
Mas para mim a noite é sempre aconchegante.

Ivan disse...

Lindo, triste e um pouco arrasador. Mas lindo lindo.

Beijos do Ivan

Luana disse...

Nossa, Dade, que poema lindo esse!!!

Luiza Maciel Nogueira disse...

demais Dade e o final instila

beijos

dade amorim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

luzes feridas de tempo
vida proibida

Amei esses versos.
Beijo da Cléa.

Jorge Pimenta disse...

"Antes da praia
ouvia o mar escondido pelas pedras"

somos feitos de tempo e do que conseguimos fazer com ele. de cada um dos lados da linha se esconde o sorriso e a lágrima.

beijinho de mar!