sexta-feira, março 05, 2010

Casuarinas




















Trazido pelo vento
viajante sem pastor
o rebanho das sombras.

Na estrada frutos mortos
desejos e promessas extraviados
as árvores apontam para o norte
o céu
uníssono de estrelas apagadas.

O mar devolve à praia
aves sem rumo
famintas
irresolutas de frio e ventania.
Nuvens incidentais
falseiam seus fantasmas
e da distância
as casuarinas nos olham de soslaio.

7 comentários:

Fabio Rocha disse...

Dade, acho que posso dizer que gosto de todo poema seu... :)

Nem com os meus isso acontece. :)))

Abração

Gisela Rosa disse...

Dade,


Gosto muito da sua expressão, a sua escrita é uma raiz profunda.

Obrigada pelas palavras carinhosas que encontrei na Baca dos Amantes de Leonardo.

e deixo-lhe as palavras que dei a Leonardo




...e se me perguntares como tenho os pulsos neste momento em que escrevo, dir-te-ei que as correntes libertaram qualquer marca do deserto. Sim, foram as correntes as sementes da prisão em que minhas asas se soltaram.

em A Matriz dos Sonhos

Nydia Bonetti disse...

Tantas vezes me sinto árvore, Dade. Olhando a vida de soslaio, enquanto as aves a encaram de frente, aida que sem rumo. Ai, como é bom te ler. :) beijooos.

Gerana Damulakis disse...

Tão boa no poema quanto na prosa.

Moacy Cirne disse...

Oi,
há um repeteco de um poema seu no Balaio, da época que você ainda se assianava como Adelaide. Caso queira, mudarei para o Dade atual.

Um abraço.

Assis Freitas disse...

poema belíssimo, fico a contemplar. abraço

A Itinerante - Neiva disse...

Oi Dade,

Vi você na Gerana e vim conhecer. Queria comentar no Contando por Alto (adorei) mas não encontrei o link dos comentários. Onde fica?

Abraços