sexta-feira, outubro 28, 2011

Cantigas do bom emprego III


5

Enquanto você fica em seu canto
tanta gente passeia pelos shoppings
amigos se divertem em tantos lugares –
o que se passa pelo mundo?
Alguém deve saber
não eu.

6

Em mares muito azuis
de listras espumadas
ou na poeira opressa
que precede
a névoa das chuvas mais pesadas
posso ver o que desejo
em vez do que de fato se vê
como se os olhos
fossem projetores e não órgãos.


7 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

Suas reflexões poéticas são ótimas!

Beijo Dade!

fulinaíma produções disse...

Dade, lindo teu blog, poemas a flor da pele. Uma bênção para mim nesta manhã de sábado beber da tua poesia como quem olha pelas frestas das janelas do Rio, Laranjeiras quase chegando ao Cosme Velho depois de uma subida pela Rua Alice até Santa Teresa. beijo grande

artur gomes

MIRZE disse...

SENSACIONAL!

Quase sempre vemos o que desejamos, e não o real tamanho da beleza, da felicidade, etc....

Beijos, Dade!

DEMAIS!

Mirze

Daniela Delias disse...

Que lindas essas cantigas, Dade! Meus projetores aqui estão iluminados rs!
Bjão!

Iara Maria Carvalho disse...

Coisa mais linda Dade!

Os olhos pululam e enxergam o horizonte com o coração a postos. Não são meros órgãos, mas uma escolha bendita de voar!

Adoro!

Beijossss

Assis Freitas disse...

de fato, o que se vê com olhos?


beijo

Bípede Falante disse...

Dade, que coisa magnífica e ácida em meia a tanta poesia!
beijoss