quarta-feira, outubro 12, 2011

Pássaro


No teto da catedral
pássaro tonto
voa sem saber
onde ficou o céu
quando deixou o azul.

Pássaro preso
em penumbra
perdido entre as janelas.



7 comentários:

Leonardo B. disse...

[e de seu bater

de asas, coração
se faz sopro, suave brisa
vento da breve solidão]

um imenso abraço, Amiga Dade

Leonardo B.

AnaC disse...

Lindo e alegórico poema, esse. Quantas vezes ficamos perdidos entre janelas.

Bjs

MIRZE disse...

Só você, Dade para me emocionar assim.

Devia haver um horizonte para os pássaros.

Lindo

Beijos

Mirze

teca disse...

Sobrevoando versos...

Beijos.

juliana k. disse...

e o bicho-homem insiste em construir catedrais, na ilusão de aproximar-se do céu.
:)

que um dia o pássaro tonto dê-lhe umas sábias dicas... (rs)

Jorge Pimenta disse...

há tantos céus sem cor e tantas catedrais sem teto. o voo, esse, que desenhe o seu próprio contorno.
beijo!

Cris de Souza disse...

Que sufoco!