sexta-feira, julho 15, 2011

Contradição

De onde vem esse amor
um idioma
de mundo em devaneio?

O que mais quero agora
é entender
a sensação vertiginosa
de ter a vida toda
entregue
ao desconhecido
no entanto
intimamente
conhecido
indispensável
como um amigo
que sempre esteve aqui
sem nunca ter estado.

9 comentários:

Lara Amaral disse...

Há essa entrega ao desconhecido por, ao mesmo tempo, termos a sensação de achar que esteve sempre ali. É bem isso mesmo, Dade, que lindo!

Beijo.

césar disse...

Igualzinho ao que acontece na vida, mas acrescido da beleza de sua poesia fica melhor ainda.
Bjs.

Luiza Maciel Nogueira disse...

Lindíssimo Dade de onde afinal vem esse tal de amor né, rsrs;

bjs

MIRZE disse...

Deve ser o nosso outro eu, que não conhecemos direito, mas está sempre presente.

Será?

Belíssimo poema, Dade!

Beijos

Mirze

Assis Freitas disse...

esse estar quase passando,


beijo

Rosangela disse...

Divino...

Márcia disse...

Grande verdade, é o que diz esse lindo poema!

Beijo

Nilson disse...

O desconhecido é imprescindível! Belo poema, Dade!

Ivan disse...

Todo amor é um risco.

Beijos.