sexta-feira, julho 08, 2011

Ruínas



A luz de ruína da lua
racha colunas de gelo
desde o Ártico
até os pilotis de nosso prédio.

(Esses contornos de prata
assim escura
decodificam o mundo.)

Juízos equivocados
ilhas maduras
e raízes desterradas
revolvem o concreto desgastado
que a lua deposita nas calçadas.

Asas de fogo frio
roçam leves
pelo corpo do oceano.

7 comentários:

Sandrio cândido. disse...

gostei muito
abraços

Sandrio cândido. disse...

gostei muito
abraços

Lara Amaral disse...

Desde o primeiro verso, o seu poema já nos rapta, viramos sombra à luz dele. Maravilhoso!

MIRZE disse...

Maravilha, Dade!

A cada verso enluarado, vi meu corpo ser roçado pelas asas de fogo frio. E nem sou oceano.

Beijos, poetisa!

Mirze

Jorge Pimenta disse...

há algo de infinitamente belo e sedutor nas ruínas que bordejam cada contorno do mundo e das suas/nossas criações. afinal, a síntese das coisas é o "fogo frio" vertical que escorre desde a lua até à calçada mais ínfima que existe em cada um de nós.
arrebatadora belo, querida dade!
um beijinho!

Cris de Souza disse...

ruínas em alta... belo poema, dade!

beijo, querida.

Camilla disse...

Dade, esse é um daqueles poemas que costumo guardar numa coleção de prediletos. Parabéns por ele.
Beijos.