segunda-feira, julho 25, 2011

O pouco que se sabe


Pouco sabe de si
senão ideias
e as ideias são
unicamente
as fábulas que o pensamento preferir.

Nada
ou quase nada
sabe do corpo que habita
nem das sementes que nele
adormecidas
preparam ainda seus frutos.

Não sabe que imagem mostra
distraído
e que impressões desperta nas pessoas
quando mergulha em quietas sinfonias
do mais devoto silêncio
e se suprime.

Bem pouco
é o que sabe de si
mais que do amor
talvez
e tanto.

Mal sabe do tempo
enquanto na rua quieta
um vento primitivo
semeia folhas secas.

10 comentários:

Jefferson Bessa disse...

Pouco se sabe...muito se sente... Sempre bom visitar seu blog, Dade! Bonito poema!
Um beijo.
Jefferson.

Kelly disse...

Poema dos mais bonitos que já li, Dade.
Beijos.

Zélia Guardiano disse...

Maravilha, minha querida Dade!
Leveza, cheia de profundidade...
Bravo, amiga, grande poeta!
Abraço bem apertado da
Zélia

Suzana Martins disse...

POuco se sabe, e muito se sente e vive...

Beijos e linda semana!!^^

Ivan disse...

Vejo um adolescente alheio a verdades que ainda o afetarão. Um garoto vivendo ilusões, esquecido de tudo fora de seu amor.
Lindo como todos ao passarem por essa idade. Lindo poema.

Beijos do Ivan.

Luiza Maciel Nogueira disse...

ah como adoro teus poemas Dade, vc tem um jeito suave de escrever que encanta e embala o nosso ser

beijos

MIRZE disse...

DIVINO, Dade!

Acho que todos somos um pouco assim.

Belíssimo!

Beijos

Mirze

Assis Freitas disse...

e esse pouco se consome em saber-se,

beijo

Sandrio cândido. disse...

talvez o necessário
abraços

OceanoAzul.Sonhos disse...

As suas palavras rolam como que transportadas pelo vento e cheguam até nós.

Tenha um lindo dia.
um abraço
oa.s