sexta-feira, julho 01, 2011

Aquarela


Quase manhã
o vento urdindo a luz
em hastes
cores concreto e áspero de asfalto.
Lascas de sol nas vidraças
os edifícios
erguem punhos severos contra o céu
e lançam enigmas sem letras
à carne da cidade amanhecida
temperada
em vida e óleo diesel.

Poema reeditado.

6 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

cidade, até no trânsito tem poesia, digo lê-se a poesia, hein Dade!

Beijos

MIRZE disse...

Beleza mesmo é o tempero. Em vida e óleo diesel!!!

Essa carne merece esse tempero.

Não conhecia!

Belo demais!

Beijos

Mirze

Ivan disse...

A cidade é severa e nos encerra em seu círculo, em seus cheiros. E ainda assim a amamos.
Beijo do Ivan

Kelly disse...

Gosto muito dessa verve de encontrar poesia em todas as coisas!

Beijo.

Daniela Delias disse...

Belo amanhecer...bjo!

Adriana Karnal disse...

em meio a tantos blogs que tens, Dade, finalmente achei a verdadeira poeta...lindo!!!